Seferin arquitetura no Ecobuild 2009
Como não poderia ser diferente, uma das maiores feiras de sustentabilidade do mundo, foi marcada por discussões em torno da grande crise econômica mundial. Em meio a esse cenário a grande feira de Londres abriu espaço a expositores e fabricantes de toda Europa.
Ficou claro, ao assistir as palestras, que o Reino Unido e demais potências européias estão num esforço conjunto para que a crise não interrompa o desenvolvimento sustentável no mundo. Foi colocado em discussão o enorme custo de equipamentos geradores de energia renovável, podendo citar as placas fotovoltaicas, como a mais cara delas.
Foi contestado por muitos a utilização de painéis fotovoltaicos que, além de serem caros, apresentam um rendimento muito pequeno. Esses defendem a idéia de que ao invés de investir tanto em tecnologia fotovoltaica, deveria se pensar no desenvolvimento de equipamentos mais eficientes.
Entretanto, a grande maioria, defende ferrenhamente a utilização de energias renováveis e as construções sem emissão de CO2. Esses têm o apoio dos governantes europeus que, já estabelecem cotas de utilização de energias renováveis e multa para que não cumpri-las.
Dentro desse universo polêmico, a feira apresentou novidades:
Observei que os coletores solares planos estão dando lugar ao tubos de vácuo que, apresentam um rendimento muito maior e são muito mais flexíveis quanto a sua colocação, podendo ficar completemente na horizontal ou na vertical.
As bombas de calor representam grande parte da exposição da feira. Com o apelo de não depender de uma fonte tão inconstante quanto o sol, ela vem ganhando espaço no mercado.
Outra novidade, para nós brasileiros pelo menos, são os recuperadores de calor. Esses aparelhos possibilitam a renovação do ar interior sem que haja mudança de temperatura podendo até esquentar ou refrigerar o ambiente. É um produto excelente para lugares com frio rigoroso já que, executa renovação de ar, sem precisar abrir as janelas.
A grande atração da feira foram os boilers à biomassa. Os palletes, por exemplo, que se formam através de resíduos industriais podem ser usados como combustível. A queima desses pallets aquecerá a água de consumo da edificação.
Me chamou muito atenção o fato de não encontrar na feira equipamentos para tratamento de águas negras. Na Europa é comum que se faça a coleta de água da chuva e o tratamento das águas cinzas deixando, assim, às águas negras a cargo dos municípios. Com isso, os construtores conseguem baratear bastante suas obras já que, dos sistemas de tratamento de água, o de águas negras é o mais caro.
Sempre acreditei que as idéias e conhecimentos sustentáveis devem ser divulgados com o fim de difundir essa prática e possibilitar que cada vez mais profissionais se preocupem com os impactos de uma construção. Esse, inclusive, foi um dos objetivos da criação do blog.
Acredito que a organização do evento foi muito feliz e competente quando consegue realizar um evento excelente, com uma quantidade enorme de informação e gratuito.


Enviar novo comentário