Hoje em dia, o termo sustentabilidade virou muito comum, e passou a ser usado por muitos, muitas vezes apenas como arma para agregar valor a determinado produto ou empresa. Porém o que vemos é este tema é tratado, na maioria das vezes, como problemas ambientais que são solucionados individualmente.
Precisamos de um pensamento diferente do atual desenvolvimento de nossas sociedades. Pensamento este que evoluiu a partir da Revolução Industrial, onde o aumento do consumo e produção é cada vez maior. E durante este período até hoje a percepção de bem-estar das pessoas ficou vinculado com a aquisição de novos produtos, que possam cada vez mais facilitar e agilizar a vida das pessoas, onde o tempo necessário para qualquer que seja a atividade tornou-se escasso.
Com as novas tecnologias, foi possível estabelecer novos métodos para aumentar a ecoeficiência de alguns produtos, portanto em alguns casos acabou virando um problema ainda maior, tratado como um efeito boomerang. Alguns destes produtos tiveram uma aceitação boa de seus consumidores, porém foi tanto, que passou-se a consumir mais do que antes. Ou seja, o consumo que é um dos maiores problemas hoje em dia, aumentou ao invés de ajudar, acabamos por produzir ainda mais produtos.
Segundo Ezio Manzini, diretor de pesquisa em design e inovação para sustentabilidade do Instituto Politécnico de Milão, necessita-se de uma mudança radical, que será feita em um longo período de transição e passará por uma aprendizagem social. A mudança necessária está na forma de consumo e produção das sociedades, será necessário um novo conceito de bem-estar, não mais associado a aquisição de novos produtos.
Mesmo sendo ótimas iniciativas, qualquer projeto baseado nos conceitos da sustentabilidade, nenhuma evolução das tecnologias existentes serão suficientes para esta mudança. No mínimo, estas novas condições em projetar com critérios sustentáveis, abordam assuntos pertinentes, alertando e conscientizando o consumidor. Porém, os projetos de inovação social, as comunidades criativas, devem ser muito bem planejadas e analisadas em seu contexto, para não ter o efeito boomerang citado anteriormente.
Em breve postarei alguns projetos pesquisados pela equipe de Ezio Manzini, que nos mostram uma perspectiva de uma sociedade sociotécnica sustentável, podendo ser direcionada e testada em diferentes contextos.

Todo o mundo ou parte dele deveria preocupar-se com esta temática, mas não é o que está a acontecer pois os paises mais ricos onde o consumo é maior,são os que menos fazem, só se preocupam com o lucro facil.
devem valorizar mais a natureza
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